Governo federal espera retomada das exportações de carne bovina para a China e outros países
O mal atípico da vaca louca ocorre quando o bovino adoece de forma orgânica, muitas vezes devido à idade, e não por contaminação da ração. O Brasil nunca registrou um caso típico da doença, que é o mais grave.
Nesta quinta-feira, foi confirmado por um laboratório de referência no Canadá que o caso de mal da vaca louca registrado no Pará se trata de uma infecção atípica. Esse resultado reafirma a avaliação de técnicos do governo do Pará e do Ministério da Agricultura de que foi um caso isolado sem prejuízos para a qualidade da carne bovina produzida no Brasil.
Com essa confirmação, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, comunicou o resultado ao governo federal e iniciou a inserção das informações no sistema para a comunicação oficial à OMSA e às autoridades chinesas. A expectativa do governo federal é de retorno praticamente imediato da venda de carne bovina para a China, nosso principal comprador.
A comercialização está suspensa desde o dia 23 de fevereiro, quando veio à tona a confirmação da doença em um boi de 9 anos, no Pará. O animal foi sacrificado e a carcaça incinerada. Na segunda-feira (27), houve uma videoconferência entre o Ministério da Agricultura e a cúpula da Administração Geral de Aduanas da China (GACC), e a sinalização é de retomada das exportações em curto prazo.
Além da China, Tailândia, Irã e Jordânia também deixaram de comprar a proteína brasileira temporariamente, mas a expectativa é de que a retomada das exportações ocorra em breve. O governo brasileiro foi elogiado pela transparência na condução do caso durante a videoconferência com a GACC, o que aumenta as chances de retomada das exportações para esses países.









